|
Moda, moda
Escravizadora dos homens
Sãos de consciência.
Anúncios, ofertas,
Tudo é feito para fazer
Com que nós, pobres mortais,
Gastemos nosso suado dinheiro
Com luxúrias sem fim.
Ah, mas a qualidade é melhor!
Ah, mas vestem bem!
Tolices dos dias atuais
Não há mais seres humanos
O que existem são robôs uniformizados:
O mesmo sapato, calça, blusa,
As mesmas unhas, os mesmos esmaltes,
Bonés, relógios, carros.
Moda
Ditadora que impõe comportamentos
Quem não a segue
É louco, brega ou quer aparecer.
Quando, na verdade,
É único, não admite cópias.
Oh, meus irmãos,
Saiam de suas fantasias
E mostrem-me seus rostos.
A dignidade humana
Não depende das marcas,
Meros objetos de desejo e consumo,
Mas sim do coração, da mente,
Do eu-interior, do eu-único
De cada um.
|